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Câmara dos EUA rejeita proposta para limitar poderes de Trump na guerra contra o Irã

A medida fracassou por 219 votos contra e 212 a favor, um dia depois de o Senado rejeitar um texto semelhante

Câmara dos EUA rejeita proposta para limitar poderes de Trump na guerra contra o Irã
Câmara dos EUA rejeita proposta para limitar poderes de Trump na guerra contra o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Kenny Holston/AFP
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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou, nesta quinta-feira 5, uma iniciativa bipartidária para limitar a autoridade do presidente Donald Trump de declarar guerra ao Irã sem a permissão do Congresso.

Os parlamentares votaram contra uma resolução do republicano Thomas Massie e do democrata Ro Khanna que teria exigido que Trump obtivesse a autorização do Congresso antes de continuar as operações militares contra Teerã.

A medida fracassou por 219 votos contra e 212 a favor, um dia depois de o Senado rejeitar um texto semelhante.

O resultado colocou em evidência a relutância do Congresso, especialmente entre os republicanos, em enfrentar a Casa Branca nos primeiros dias do conflito.

Mesmo que a medida tivesse sido aprovada em ambas as câmaras, esperava-se que Trump a vetasse. Nesse caso, ela voltaria ao Congresso, onde precisaria de uma maioria de dois terços para ser aprovada, um patamar praticamente impossível de alcançar com a atual composição.

A votação ocorreu menos de uma semana após os Estados Unidos e Israel iniciarem, em 28 de fevereiro, uma ampla campanha militar contra o Irã, na qual mataram seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Teerã respondeu com ataques contra seus vizinhos, desencadeando um conflito regional no Oriente Médio.

Seis militares americanos morreram em um ataque contra uma base no Kuwait, o que intensificou a pressão sobre o Congresso para se pronunciar a respeito dessa guerra que não foi explicitamente autorizada.

Segundo a Constituição dos Estados Unidos, apenas o Congresso tem a prerrogativa de declarar guerra. Porém, uma lei de 1973 permite ao presidente iniciar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência.

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