Arábia Saudita rotula feminismo e homossexualidade como “extremismo”

Vídeo publicado em conta oficial classifica movimento de mulheres, homossexualidade e ateísmo como 'ideias radicais' e inaceitáveis

Mulheres sauditas são obrigadas a cobrir os cabelos, os braços e as pernas em público (Foto: Mojack Jutaily/ Creative Commons)

Mulheres sauditas são obrigadas a cobrir os cabelos, os braços e as pernas em público (Foto: Mojack Jutaily/ Creative Commons)

Diversidade,Mundo

Um vídeo promocional da Arábia Saudita publicado pela agência de segurança estatal classificou o feminismo, o homossexualidade e o ateísmo como “ideias extremistas”. A publicação foi postada no final de semana numa conta oficial do reino ultraconservador.

“Não se esqueça de que o excesso de qualquer coisa à custa da pátria é considerado extremismo”, ressaltou o vídeo. A publicação afirmou ainda que “todas as formas de extremismo e perversão são inaceitáveis”.

O vídeo foi publicado em meio à tentativa do governo de atrair investimentos estrangeiros para transformar a economia do país, dependente de petróleo. Para isso, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman lançou medidas para abrir a sociedade, começou a emitir vistos para turistas e pretende promover no exterior a imagem de um país mais tolerante.

Salman afrouxou algumas restrições sociais, como a proibição de mulheres de dirigir e reabriu os cinemas. Apesar das mudanças, dezenas de dissidentes e críticos foram presos recentemente, incluindo clérigos, intelectuais e ativistas.

Pouco antes do fim da proibição de mulheres dirigirem em junho do ano passado, várias ativistas dos direitos das mulheres foram presas. As detidas foram acusadas de prejudicar interesses sauditas e de oferecer apoio a elementos hostis no exterior. Até então, a Arábia Saudita era o único país do mundo que proibia mulheres de possuir uma carteira de habilitação.

A legislação saudita prevê a pena de prisão para a participação em grupos considerados extremistas pelo governo. A homossexualidade e o ateísmo também são ilegais e puníveis com pena de morte no reino ultraconservador.

 

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