Após ataque de Bolsonaro, Alemanha divulga vídeo sobre suas florestas

Ao comentar sobre fim do investimento alemão no Fundo Amazônia, Bolsonaro disse que o país europeu não conserva suas florestas

Merkel e Boslonaro no G20 
Foto: PR

Merkel e Boslonaro no G20 Foto: PR

Mundo,Sustentabilidade

Após o presidente Jair Bolsonaro atacar a Alemanha dizendo que o país não investe em desmatamento, a embaixada do país no Brasil divulgou, nesta quinta-feira 15, um vídeo falando sobre suas florestas. Ao passar imagens de matas e parques do país europeu, a legenda diz que “hoje a Alemanha é um dos países mais densamente florestados da Europa”.

No sábado 1o, a Alemanha anunciou o fim do investimento no Fundo Amazônia por não concordar com as políticas adotadas pelo governo brasileiro no combate ao desmatamento. “Eu queria até mandar recado para a senhora querida Angela Merkel, que suspendeu 80 milhões de dólares pra Amazônia. Pega essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok? Lá está precisando muito mais do que aqui”, disse Bolsonaro ao comentar o assunto.

O valor do corte pode ultrapassar 150 milhões de reais. E não foi só a Alemanha que cortou a verba do fundo de investimento na floresta amazônica. Nesta quinta-feira 15, a Noruega também anunciou o fim da parceria com o Brasil no combate ao desmatamento. O ministro do Clima e Meio Ambiente do país, Ola Elvestuen, anunciou que o país decidiu parar de enviar recursos para o governo brasileiro.

Esses cortes são respostas às medidas adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro no combate ao desmatamento da Amazônia. O instituto de pesquisa Imazon divulgou nesta sexta-feira 16 um relatório que aponta um crescimento de 66% no desmatamento na chamada Amazônia Legal no mês de julho de 2019, em comparação com o mesmo período no ano passado.

“A política do governo brasileiro na Amazônia levanta dúvidas sobre se uma redução consistente das taxas de desmatamento ainda está sendo perseguida”, afirmou a ministra do Meio Ambiente alemã, Svenja Schulze. Ela diz que o país europeu só deve retomar a cooperação quando as estratégias do governo brasileiro estiverem claras.

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Repórter do site de CartaCapital

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