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Agência para refugiados palestinos diz estar ‘no limite’

‘Temo que estejamos à beira de uma catástrofe monumental’, afirma diretor

Ataques em Gaza geraram denúncias de genocídio na região. Foto: Said Khatib/AFP
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A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos, a UNRWA, chegou ao “limite”, alertou seu diretor, Philippe Lazzarini, em uma carta enviada nesta quinta-feira 22 ao presidente da Assembleia-Geral da ONU.

“É com profundo pesar que lhe informo que a agência chegou ao seu limite, com os reiterados pedidos de Israel para seu desmantelamento e o congelamento do financiamento dos doadores diante de necessidades humanitárias sem precedentes em Gaza”, indicou Lazzarini em uma carta publicada na rede social X.

“A capacidade da agência para cumprir seu mandato em virtude da resolução 302 da Assembleia Geral está agora seriamente ameaçada.”

A UNRWA, criada por essa resolução aprovada em 1949, emprega cerca de 30.000 pessoas nos territórios palestinos ocupados, no Líbano, na Jordânia e na Síria.

A agência está no centro da polêmica desde que Israel acusou 12 de seus funcionários de envolvimento no atentado de 7 de outubro, executado pelo grupo islamista palestino Hamas em solo israelense, que causou a morte de 1.160 pessoas, a maioria civis, segundo balanço da agência AFP.

A ONU desligou imediatamente os funcionários acusados e iniciou uma investigação interna. O secretário-geral da organização, António Guterres, também encarregou um grupo independente presidido pela ex-ministra francesa de Assuntos Exteriores Catherine Colonna de avaliar a UNRWA e sua “neutralidade”.

Embora, “até agora, Israel não tenha compartilhado nenhuma prova contra a UNRWA”, 16 países suspenderam seu financiamento, totalizando 450 milhões de dólares, disse Philippe Lazzarini, alertando que as operações da agência em toda a região “estarão seriamente comprometidas a partir de março”.

“Temo que estejamos à beira de uma catástrofe monumental com graves consequências para a paz, a segurança e os direitos humanos na região”, afirmou.

A guerra em Gaza já deixou quase 29.500 mortos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que governa o território palestino, bombardeado incessantemente e totalmente sitiado por Israel.

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