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Acusado de agressões sexuais, Príncipe Andrew perde títulos militares e patrocínio

Os títulos militares e patrocínios reais do duque de York foram devolvidos à rainha, segundo anúncio do Palácio de Buckingham

JOHN THYS / AFP
JOHN THYS / AFP

O príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, renunciou os benefícios reais após abertura de processo que busca investigar alegações de agressões sexuais contra uma mulher, na época, menor de idade. 

O caso teria ocorrido nos Estados Unidos, em 2001. 

Segundo informações do Palácio de Buckingham, Andrew não poderá mais  usar o título real e seus papéis de duque serão redistribuídos entre membros da Família Real. 

“O duque de York continuará a não assumir nenhuma função pública e está defendendo este caso como cidadão privado”, afirmou o comunicado.

A manifestação veio após a Justiça americana recusar um recurso apresentado pela defesa do agora ex-duque de arquivamento da ação. 

A mulher que acusa Andrew, identificada como Virginia Guiffre, é uma das vítimas de crimes sexuais do gestor financeiro americano Jeffrey Epstein, declarado culpado de pedofilia por um tribunal da Flórida e que se suicidou na prisão em Nova York em agosto de 2019, quando aguardava um novo julgamento por tráfico e abuso de menores.

A amizade de Andrew, de 61 anos, com o americano, que defendeu em uma polêmica entrevista com a BBC em novembro de 2019, provocou um grande escândalo que o obrigou a se retirar da vida pública.

O caso de Andrew, considerado o “filho predileto” de Elizabeth II, é um dos muitos escândalos que salpicam a imagem da monarquia britânica com os quais a soberana de 95 anos tem tido que lidar.

(Com informações da AFP)

Marina Verenicz

Marina Verenicz
Repórter do site de CartaCapital

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