Justiça

Zanin diz que é alvo de atentado e intimidação em operação sobre o sistema S

Advogado de Lula foi incluído em mandados de busca e apreensão pela Lava Jato

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin. Foto: Paulo Pinto/Agência PT
O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin. Foto: Paulo Pinto/Agência PT
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O advogado Cristiano Zanin, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou em nota que sofre “atentado” e “intimidação” pela Lava Jato, após a deflagração da Operação E$quema S nesta quarta-feira 9.

 

A operação é realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em conjunto com a Polícia Federal e a Receita Federal, com mais de 50 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas, escritórios de advocacia e outras empresas.

A investigação apura possível desvio, entre 2012 e 2018, de cerca de 355 milhões de reais das seções do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio/RJ).

Segundo Zanin, alvo de um desses mandados, todos os serviços prestados pelo seu escritório à Fecomércio-RJ, entre 2011 e 2018, estão devidamente documentados em sistema auditável.

Além disso, o advogado diz ter entregue cópia de todo o material produzido pelo escritório durante a defesa da entidade, “comprovando a efetiva realização dos serviços que foram contratados”. Segundo ele, os pagamentos, ademais, foram processados internamente pela Fecomércio-RJ por meio de seus órgãos de administração e fiscalização, com aprovação em assembleias da entidade.

O advogado afirma ainda que a decisão judicial que autorizou a invasão à sua casa possui “claros traços de abuso de autoridade”.

Ele acusa o juiz Marcelo Bretas, autor da decisão, de ser “notoriamente vinculado ao presidente Jair Bolsonaro” e diz que a decisão está vinculada ao “trabalho desenvolvido em favor de um delator assistido por advogados ligados ao senador Flávio Bolsonaro”.

Acrescenta que Marcelo Bretas não tem competência para tratar dos pagamentos realizados pela Fecomércio, porque, segundo ele, a matéria deve ser tratada pela Justiça Estadual.

“A iniciativa do Sr. Marcelo Bretas de autorizar a invasão da minha casa e do meu escritório de advocacia a pedido da Lava Jato somente pode ser entendida como mais uma clara tentativa de intimidação do Estado brasileiro pelo meu trabalho como advogado, que há tempos vem expondo as fissuras no Sistema de Justiça e do Estado Democrático de Direito”, escreveu o advogado.

CartaCapital
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