Justiça
Turista do RS que cuspiu em ambulante é proibida de frequentar o Centro Histórico de Salvador
Gisele Madrid, de 50 anos, foi presa em flagrante, mas juiz reverteu a detenção
Uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia proibiu a turista gaúcha Gisele Madrid Spencer Cesar, suspeita de cometer injúria racial em Salvador, de frequentar o Centro Histórico da capital baiana. Ela foi detida na semana passada após proferir ofensas racistas e cuspir em uma vendedora ambulante negra no Pelourinho, mas obteve liberdade na última sexta-feira 23.
O juiz Maurício Albagli Oliveira acolheu os argumentos do Ministério Público e determinou a aplicação de medidas cautelares. O veto à ida de Gisele à Praça das Artes valerá por 12 meses. Ela também está proibida de manter contato com a vítima e de se ausentar de Porto Alegre por mais de dez dias sem autorização judicial.
O crime de injúria racial tem pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. De acordo com o relato da comerciante agredida, o episódio ocorreu enquanto atendia clientes em um bar. A vítima afirmou ter sido surpreendida por ofensas de Gisele ao entregar um pedido e retirar um balde de bebidas de um cliente. A mulher relatou que, ao passar pela turista, foi chamada de “lixo” duas vezes. Ainda conforme o depoimento, a gaúcha cuspiu na vendedora.
Segundo a Polícia Civil, ao ser conduzida à delegacia especializada, Gisele manteve a conduta discriminatória e solicitou atendimento exclusivo por um delegado branco.
A turista se apresenta nas redes sociais como criadora de conteúdo para viajantes. Ela estava em Salvador havia pelo menos sete dias e participou da Lavagem do Bonfim, festa popular com elementos do catolicismo e de religiões de matriz africana. Na ocasião, publicou fotos com um grupo de baianas.
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