Justiça
TSE rejeita pedido de organização da Espanha para acompanhar as eleições
A negativa atinge a Eurolat Global Democracy Forum
O Tribunal Superior Eleitoral negou um pedido do grupo espanhol Eurolat Global Democracy Forum para acompanhar as eleições de 2026 como observadores em missão internacional. A informação foi divulgada pelo g1 e confirmada por CartaCapital.
Na avaliação da Corte, essas missões cabem a instituições reconhecidas na esfera eleitoral, como centros de pesquisa, universidades e entidades de atuação consolidada, o que não se aplica ao grupo em questão.
A Eurolat se autointitula como uma “plataforma internacional dedicada à promoção da democracia, da governança inclusiva e da participação cívica através do diálogo, da análise acadêmica e da cooperação inter-regional”.
Alguns integrantes da associação compõem a rede de contatos do blogueiro bolsonarista Paulo Figueredo.
A missão da Eurolat seria chefiada por Ahmed Abeeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção. Entre os participantes também estaria o brasileiro Maurício Galante, vereador em Arlington, no Texas (EUA).
Galante costuma se apresentar como presidente do Instituto Harpia nos Estados Unidos, entidade que no Brasil é comandada pelo ex-deputado federal Major Vitor Hugo (PL-GO) e tem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra, adotando o slogan “Asas da Ação e da Liberdade”.
Em suas declarações, o vereador apoia o tarifaço sobre produtos brasileiros e defende a aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Nas missões, os observadores acompanham todas as etapas do pleito e atestam se a disputa eleitoral ocorreu de forma justa e segura. Ao fim do processo, publicam um relatório com anotações técnicas.
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