Justiça
TSE rejeita cancelar o registro do PL por submissão aos EUA
A Corte não analisou o mérito do pedido, uma vez que a ação partiu de um eleitor, não de uma legenda ou do MPE
O Tribunal Superior Eleitoral negou em março um pedido para cancelar o registro do PL na Justiça Eleitoral. A solicitação partiu de dois eleitores, que recorreram de uma decisão monocrática da ministra Isabel Gallotti.
A magistrada acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou o arquivamento do processo. Os eleitores argumentavam que o partido age subordinado ao governo dos Estados Unidos.
Em seu voto, o ministro Ricardo Villas Bôas Cuevas disse que não seria possível analisar o mérito da ação, uma vez que ela não foi protocolada por um partido ou pelo Ministério Público Eleitoral, conforme prevê a legislação brasileira.
O ministro levou em conta ainda a manifestação da PGE, que apontou ausência de elementos mínimos para sugerir uma submissão do PL à Casa Branca.
Cuevas explicou que os eleitores têm o direito de noticiar fatos que possam motivar o cancelamento do registro de um partido. Ponderou, contudo, caber exclusivamente ao MPE avaliar o cabimento da medida, apresentar uma denúncia ou pedir o arquivamento na falta de justa causa para a abertura do processo.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
FGTS para refinanciamento e limite para bets: Lula estuda plano contra o endividamento de famílias
Por CartaCapital
Papa chama de ‘inaceitável’ ameaça de Trump contra todo o povo do Irã
Por AFP



