Justiça

TSE forma maioria para absolver Braga Netto

O ex-ministro é acusado de abuso de poder político enquanto candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro

TSE forma maioria para absolver Braga Netto
TSE forma maioria para absolver Braga Netto
Foto: Marcos Corrêa/PR
Apoie Siga-nos no

O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para absolver o general Walter Braga Netto de acusações de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. 

Ele era réu na Corte Eleitoral junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma ação protocolada pelo PDT que questionava irregularidades eleitorais em reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022. 

No encontro, o ex-presidente desferiu ataques ao sistema de votação brasileiro e disseminou mentiras sobre suposta fraude eleitoral. 

Os quatro ministros que apresentaram seus votos no julgamento se posicionaram contra a punição do candidato a vice de Bolsonaro, por não ter sido comprovada a sua participação direta no evento. 

Com isso, Braga Netto tem a maioria dos votos da Corte para a sua absolvição. 

O voto dos ministros seguiu parecer do Ministério Público Eleitoral que defende a punição apenas do ex-presidente. 

Braga Netto é a principal aposta do PL para disputar a eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. 

Embora tudo indique uma absolvição do ex-ministro da Defesa – os magistrados ainda podem mudar os votos até o fim do julgamento -, o general ainda é alvo de outras 15 ações pendentes de análise na Corte, o que coloca em risco seus planos eleitorais. 

Em um dos procedimentos em trâmite no TSE, o ex-ministro é suspeito de ter afirmado que “não haveria eleições” caso os votos não fossem impressos. 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo