Justiça

Toffoli não cogita se declarar impedido no caso do Banco Master, dizem aliados

Eventuais arguições de suspeição dependerão de decisão da Presidência do STF; Fachin e Moraes acompanham o caso com discrição

Toffoli não cogita se declarar impedido no caso do Banco Master, dizem aliados
Toffoli não cogita se declarar impedido no caso do Banco Master, dizem aliados
Foto: STF/Reprodução
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, considera “fora do radar” declara-se impedido de relatar o processo envolvendo o Banco Master. A percepção foi relatada por interlocutores da Corte à CartaCapital.

Toffoli tem sido alvo de crescentes críticas em razão de sua atuação no caso. A controvérsia ganhou corpo quando veio a público que o ministro viajou em um jatinho particular ao lado de um advogado de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, pouco depois de ter imposto um rigoroso sigilo ao caso. Reportagens recentes também apontaram a existência de vínculos profissionais entre familiares do ministro e o Master.

Toffoli também tem se desentendido com a Polícia Federal. Após determinar que a PF fizesse buscas e apreensões contra investigados, o ministro mandou os agentes lacrarem todos os materiais obtidos na operação para entregá-los à Procuradoria-Geral da República.

A decisão é incomum, uma vez que quem possui a tecnologia necessária para acessar os aparelhos apreendidos é a própria PF. Ainda assim, aliados do ministro afirmam que ele “segue trabalhando normalmente”, embora admitam, reservadamente, que o volume de críticas o afeta em alguma medida.

Isso não impede que arguições de suspeição sejam apresentadas ao Supremo. Caso isso ocorra, caberá à Presidência da Corte decidir os próximos passos. Tanto Edson Fachin quanto Alexandre de Moraes, que se alternam na chefia do tribunal, têm evitado declarações públicas e acompanham os desdobramentos com discrição.

Entenda o caso

A defesa de Vorcaro acionou o STF no final de novembro de 2025 para pedir que as investigações da Operação Compliance Zero, que tramitavam na 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, fossem transferidas para o Supremo.

Os advogados alegaram que durante as buscas foram encontrados documentos que citavam autoridades com foro por prerrogativa de função.

Havendo indícios de participação de pessoas com foro, a investigação não deveria estar na primeira instância judicial. O caso foi remetido à Toffoli por sorteio e, no mesmo dia, ele decretou sigilo no caso.

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