Justiça
STM mantém preso soldado que sequestrou fuzileiro naval com ajuda de traficantes
O militar extorquiu colega em uma favela. A Corte se baseou em provas periciais que confirmariam a participação do acusado no crime
O Superior Tribunal Militar rejeitou, por unanimidade, um pedido de liberdade apresentado por um soldado acusado de sequestrar e extorquir um colega fuzileiro naval em Salvador (BA). O caso envolveu a participação de traficantes para manter a vítima em cativeiro, forçando-a a realizar saques que somaram 1.600 reais.
O crime ocorreu após uma disputa de dívida. O acusado, com a ajuda de criminosos, sequestrou o colega e o manteve preso em uma favela. Após a extorsão, a vítima foi libertada e orientada pelos sequestradores a voltar para casa utilizando um aplicativo de transporte.
Durante o Inquérito Policial Militar, dois soldados cúmplices inicialmente negaram envolvimento, mas mudaram suas versões após a prisão do líder do grupo. Eles alegaram ter sido chamados pelo acusado sob o pretexto de resolver uma pendência e disseram desconhecer o plano de extorsão. Ambos argumentaram ter sido surpreendidos e disseram que o crime teria sido arquitetado exclusivamente pelo líder.
O principal acusado, preso desde abril, também negou envolvimento direto e afirmou ser uma vítima. No entanto, a perícia da Polícia Civil da Bahia identificou sua voz em vídeos gravados no dia do sequestro, o que confirmaria seu papel no crime.
Diante do pedido de substituição da prisão por medidas cautelares, o relator do caso no STM, ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, mencionou a ausência de justificativa legal para a concessão. O pleno da Corte acompanhou a decisão.
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