Justiça
STM mantém condenação de sargento que perseguiu colega
O acusado foi condenado na primeira instância da Justiça Militar da União, no estado do Rio de Janeiro, à pena de seis meses de prisão
O Superior Tribunal Militar manteve, por unanimidade, a condenação de um militar da Marinha pelo crime de perseguição a uma colega de farda. O julgamento virtual do caso ocorreu entre os dias 9 e 12 de março.
O acusado foi condenado na primeira instância da Justiça Militar da União, no estado do Rio de Janeiro, à pena de seis meses de prisão, além de multa.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público Militar alega que o sargento teria adotado um “comportamento persistente” em relação a uma outra sargento com o envio frequente de mensagens, ligações telefônicas e contatos presenciais no trabalho e fora dele.
O MPM diz que a perseguição ocorreu entre janeiro de 2019 e setembro de 2021. Testemunhas disseram que o militar buscava informações sobre a colega e fazia referências a ela em conversas com terceiros.
A vítima passou a sentir medo e precisou buscar acompanhamento psicológico. Embora tenha tentado resolver a situação internamente, mesmo com intervenção de superiores, o militar não cessou as investidas.
A defesa recorreu ao STM, alegando falta de provas no processo. Os ministros da Corte Militar entenderam, no entanto, que os atos foram comprovados, assim como a violação à liberdade e à privacidade da vítima, por meio de contatos indiretos e monitoramento nas redes sociais.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


