Justiça
STJ mantém a prisão preventiva da ‘Loira do PCC’
O presidente da Corte, Herman Benjamin, rejeitou os argumentos da defesa de Letícia de Sousa Bezerra
O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva de Letícia de Sousa Bezerra, a “Loira do PCC”, apontada como uma das lideranças da facção criminosa em São Paulo.
O presidente da Corte, Herman Benjamin, negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa. Os advogados alegavam excesso de prazo na prisão preventiva, em razão da demora para uma sentença após o fim da instrução processual.
Benjamin, porém, destacou não haver ilegalidade manifesta ou situação de urgência apta a justificar uma decisão liminar. Segundo ele, a defesa reclama por “mais de 500 dias presa para ser julgada”, mas desconsidera que Leticia estava foragida havia mais de três anos quando houve a prisão preventiva, em fevereiro de 2025 — sob a acusação de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
As investigações apontam que a mulher exercia a função de liderança na zona sul da capital paulista, em Taboão da Serra e em municípios do ABC Paulista, especialmente São Bernardo do Campo. A acusação também sustenta que ela era um dos elos com os escalões superiores do PCC.
O Ministério Público recomendou manter a prisão sob o argumento de preservar a ordem pública e impedir a continuidade das atividades criminosas.
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