Justiça

STF mantém prazo de 8 anos para prescrição em ações de improbidade administrativa

Para os ministros, a diminuição do prazo fere a Constituição Federal e compromete a responsabilização efetiva de agentes públicos envolvidos em irregularidades

STF mantém prazo de 8 anos para prescrição em ações de improbidade administrativa
STF mantém prazo de 8 anos para prescrição em ações de improbidade administrativa
O plenário do Supremo Tribunal Federal. Foto: Antônio Augusto/STF
Apoie Siga-nos no

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o trecho da Lei de Improbidade Administrativa que reduzia de oito para quatro anos o prazo que o Estado tem para punir alguém que cometeu um ato de improbidade.

No entendimento dos ministros, a diminuição do prazo fere a Constituição Federal, uma vez que compromete a responsabilização efetiva de agentes públicos envolvidos em irregularidades.

Foi fixado ainda o limite máximo de 20 anos para a prescrição dessas ações. Na reforma da lei, ficaram previstas algumas hipóteses de interrupção dos prazos de prescrição. No entanto, após a interrupção, a contagem era retomada pela metade do tempo originalmente previsto.

Para os ministros, a redução automática pode comprometer a apuração e a punição de atos de improbidade administrativa, contribuindo para enfraquecer os mecanismos de combate à corrupção e de proteção ao patrimônio público.

Além disso, a regra que tornou taxativa a lista de condutas consideradas ato de improbidade foi validada, enquanto trechos que restringiam excessivamente o alcance das punições e a atuação de juízes e membros do Ministério Público foram derrubados.

A sessão desta quarta-feira 1 ocorreu excepcionalmente pela parte da manhã. Após o julgamento, os ministros iniciaram o recesso, que ocorrerá até 3 de agosto.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo