Justiça
STF mantém lei de Goiás que proíbe óticas de realizarem exames de vista
Apenas os ministros Luís Roberto Barroso e Flávio Dino votaram contra a lei estadual
O Supremo Tribunal Federal manteve a validade da lei de Goiás que limita a atuação de profissionais de optometria em estabelecimentos comerciais, como óticas. A lei proíbe que as lojas realizem exames de vista e vendam óculos ou lentes de contato sem receita médica.
A decisão, por 9 a 2, foi tomada em uma sessão virtual finalizada na semana passada. A lei era questionada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A lei estadual impõe algumas proibições aos optometristas, como abrir consultórios para atender clientes, fazer ou vender lentes de grau sem receita médica, escolher, indicar ou aconselhar sobre o uso de lentes ou fornecer lentes de grau sem receita de médico com diploma registrado.
Para o ministro Nunes Marques, relator do caso, os dispositivos questionados apenas reproduzem regras já previstas na legislação federal e, por esse motivo, são válidos.
O ministro esclareceu que a proibição não se aplica a tecnólogos ou bacharéis em optometria, desde que qualificados por instituição de ensino superior regularmente instituída mediante autorização do estado.
Apenas os ministros Luís Roberto Barroso e Flávio Dino votaram contra a manutenção da lei estadual.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
STF marca o julgamento da antiga cúpula da PMDF por omissão no 8 de Janeiro
Por CartaCapital
Lei que proíbe a atividade de flanelinhas entra no radar do STF
Por CartaCapital


