Justiça
STF forma maioria para manter penas de condenados do núcleo 3 da trama golpista
Primeira Turma julga os recursos das defesas dos condenados. Apenas Cármen Lúcia ainda não votou
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria de votos, nesta segunda-feira 23, para manter a condenação de sete réus do núcleo 3 da trama golpista. No núcleo, há militares que faziam parte do grupamento de forças especiais do Exército, identificados como “kids pretos”.
O colegiado realiza o julgamento dos recursos protocolados pela defesa dos condenados. O julgamento virtual começou na sexta-feira 13 e será finalizado nesta terça-feira 24.
Já votaram para manter as condenações os ministros Alexandre de Moraes, relator, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Falta o voto de Cármen Lúcia.
As condenações ocorreram pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Os réus foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar ações táticas para efetivar o plano golpista e tentar sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. O grupo também disseminou notícias falsas sobre as eleições, fez pressão junto ao alto comando das Forças Armadas para aderirem ao golpe.
Confira as penas dos réus
- Hélio Ferreira Lima – tenente-coronel: 24 anos de prisão;
- Rafael Martins de Oliveira – tenente-coronel: 21 anos de prisão;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo – tenente-coronel: 21 anos de prisão;
- Wladimir Matos Soares – policial federal: 21 anos de prisão;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros – tenente-coronel: 17 anos de prisão;
- Bernardo Romão Correa Netto – coronel: 17 anos de prisão;
- Fabrício Moreira de Bastos – coronel: 16 anos de prisão.
(Com informações da Agência Brasil).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Moraes autoriza coronel da trama golpista a reduzir a pena com leitura e estudo
Por Maiara Marinho
General da trama golpista quer receber visita íntima na prisão
Por CartaCapital



