Justiça
Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba, é preso pela Polícia Federal
O político foi apontado pelo Ministério Público como chefe da suposta organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público
O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), foi preso, na noite desta quinta-feira 19, pela sétima fase da Operação Calvário, que investiga desvios de R$ 134,2 milhões na saúde e educação da Paraíba. Coutinho estava na Europa e quando desembarcou em Natal foi atuado pela Polícia Federal.
O político havia declarado em sua página no Instagram que iria antecipar seu retorno ‘para se colocar à inteira disposição da justiça brasileira para que possa lutar e provar sua inocência’.
Ricardo Coutinho foi apontado pelo Ministério Público como chefe da suposta organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público. “Ricardo Coutinho era o responsável direto tanto pela tomada de decisão dentro da empresa criminosa quanto aos métodos de arrecadação de propina, sua divisão e aplicação”, assinalou o MP.
A defesa do político nega as acusações e diz que “jamais seria possível um Estado ser governado por uma associação criminosa e ter vivenciado os investimentos e avanços nas obras e políticas sociais nunca antes registrados”.
Na terça, 17, a PF prendeu a deputada estadual Estela Bezerra e a prefeita de Conde Márcia de Figueiredo Lucena Lira, ambas do PSB, além de Waldson Sousa, Cláudia Verás e Gilberto Carneiro da Gama, ex-secretários durante o governo de Coutinho.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


