Justiça

PV mira Zema em ação sobre vacinação infantil no STF

Sigla pretende que a Corte analise eventual inconstitucionalidade de regras estaduais que não atendam ao Programa Nacional de Imunizações

PV mira Zema em ação sobre vacinação infantil no STF
PV mira Zema em ação sobre vacinação infantil no STF
O governador Romeu Zema. Foto: Divulgação/Novo
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O Partido Verde ajuizou perante o Supremo Tribunal Federal uma ação que visa discutir a não obrigatoriedade de apresentação do cartão vacinal de crianças como requisito para matrículas em escolas da rede pública de ensino em Minas Gerais.

A ação, protocolada nesta segunda-feira 26, mira o governador do estado, Romeu Zema (Novo), que afirmou que a apresentação do cartão vacinal é pedida apenas como forma de “sensibilização” dos responsáveis e alega que a vacinação nunca foi requisito obrigatório.

A sigla pretende que o STF se posicione sobre a constitucionalidade da obrigatoriedade da vacinação infantil.

Para o partido, a conduta do governador vem como reação à inclusão pelo Governo Federal da vacinação contra a Covid-19 no calendário vacinal de 2024 para crianças de 6 meses a 5 anos.

Segundo a ação, a falta de exigência do cartão de vacina para a matrícula nas escolas, tende a vulnerabilizar também as crianças a um conjunto de outras doenças infecciosas até o momento tidas como controladas, mas cujo índice de contaminação tem crescido pelo desestímulo à vacinação.

Em ações anteriores, a Corte tornou obrigatórias, sem possibilidade de retrocesso, as medidas de incentivo ao cumprimento do Programa Nacional de Imunizações.

A medida adotada pelo governador, argumenta o partido, descumpre previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê a obrigatoriedade da vacinação para crianças matriculadas em instituições de ensino.

Além disso, a não obrigatoriedade da apresentação do comprovante de vacina vai contra uma lei estadual mineira, que aponta ser dever das escolas públicas e privadas orientarem sobre a imunização de crianças até dez anos.

A posição de Zema, portanto, destoa das medidas já adotadas pelo STF sobre a obrigatoriedade da vacinação.

Em outra decisão recente, por exemplo, o Supremo firmou entendimento no sentido de que a necessidade de vacinação infantil não viola a liberdade de consciência e de convicção filosófica dos pais ou responsáveis.

Em outra liminar, Zanin derrubou decretos municipais em Santa Catarina semelhantes ao defendido por Zema.

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