Justiça

Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação sob suspeita de venda de cargos e rachadinha

Segundo o MP, as investigações começaram há cerca de um ano, a partir de uma denúncia anônima

Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação sob suspeita de venda de cargos e rachadinha
Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação sob suspeita de venda de cargos e rachadinha
O presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, Tico Kuzma - Divulgação/CMC
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Endereços ligados ao presidente da Câmara Municipal de Curitiba (PR), Tico Kuzma (PSD), incluindo seu gabinete na Casa, foram alvo de busca e apreensão nesta segunda-feira 29 em uma investigação do Ministério Público do Paraná contra supostas práticas de “rachadinha” e venda de cargos públicos.

Kuzma é aliado do prefeito da capital, Eduardo Pimentel (PSD), e exerce seu sexto mandato.

A ação partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, braço da Promotoria, e batizada de Operação Prática Corrente. Agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, celulares, documentos e anotações, que agora seguem para perícia. Na casa de um servidor da Casa, também confiscaram 37,5 mil reais em espécie.

Segundo o MP, as investigações começaram há cerca de um ano, a partir de uma denúncia anônima, e apontaram que Kuzma teria cobrado cerca de 3 mil reais para indicar nomes para esses cargos. Além disso, conforme o Gaeco, o vereador teria cobrado uma contrapartida de parte do salário desses servidores. Ainda não se sabe quantos cargos ele tinha à disposição para fazer as indicações, nem por quantos ele teria cobrado.

Na sessão desta segunda, o vereador fez um pronunciamento e se defendeu. Em nota, afirmou não ter “conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida”. “Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação.”

Também em nota, a Câmara afirmou que “autorizou o acesso às dependências do Legislativo e permanece à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários”.

Já a prefeitura de Curitiba disse estar à disposição das autoridades para prestar as informações necessárias. “Confirmada qualquer irregularidade envolvendo servidores municipais, a prefeitura determinará o imediato afastamento dos envolvidos e adotará todas as medidas administrativas e legais cabíveis, com absoluto rigor e respeito ao devido processo legal.”

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