Justiça
PM Gisele: CNJ abre procedimento sobre desembargador que esteve na cena do crime
Marco Antônio Cogan recebeu uma ligação do tenente-coronel Geraldo Neto, réu por feminicídio e fraude processual
O Conselho Nacional de Justiça abriu um procedimento para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan no dia da morte da policial militar Gisele Alves.
O magistrado foi à cena do crime após receber uma ligação do tenente-coronel Geraldo Neto, que virou réu por feminicídio e fraude processual. Cogan afirmou ter se dirigido ao local como amigo do agente, não como desembargador.
Em nota, o CNJ confirmou a instauração de um pedido de providências junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo para obter mais informações sobre a atitude do desembargador. A investigação, sigilosa, apura se houve violação ao Código de Ética da Magistratura.
O Conselho iniciou o procedimento após uma representação da deputada federal Samia Bonfim (PSOL-SP), para quem a situação levanta dúvidas sobre a conduta esperada de um integrante do Judiciário em um caso sob investigação.
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça, no apartamento que dividia com o marido no Brás, região central da capital paulista. Geraldo Neto alegou se tratar de um suicídio, hipótese descartada pela investigação das polícias Civil e Militar.
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