Justiça
PL aciona TSE para derrubar suposta organização criminosa digital contra Flávio
O partido espera que o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte Eleitoral, analise o caso ‘o quanto antes’
O PL – sigla do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (RJ) – entrou com um pedido de medida liminar no Tribunal Superior Eleitoral para identificar perfis falsos que estariam atacando candidatos da direita.
Os advogados do partido disseram, em coletiva à imprensa na tarde desta sexta-feira 20, terem identificado ataques às pré-candidaturas de Flávio e dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Fretas (Republicanos), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). A expectativa é que Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, analise o pedido “o quanto antes”.
De acordo com a advogada do PL, Maria Claudia Bucchianeri, os valores envolvidos até o momento remontam a 20 milhões de reais envolvendo mais de 20 mil perfis falsos identificados que possuem aproximadamente de 30 a 40 seguidores. A apuração do partido diz que as contratações girariam em torno de 200 mil reais por perfil.
Durante uma pesquisa prévia, a equipe jurídica do PL diz ter identificado “um volume de pessoas importantes que arrumam CPF frio, criam uma conta, conseguem meio de pagamento, paga valores substanciais e depois apaga o perfil para não deixar nenhum rastro e logo depois cria mais um outro bloco de perfis, com conteúdo muito próximo”, afirmou Bucchianeri.
Os impulsionamentos teriam sido pagos em reais, pesos colombianos e dólares. Os advogados disseram que no relatório submetido ao TSE foram enviadas análises de cada um dos perfis identificados, a data da contratação dos impulsionamentos, a data de ativação e desativação dos perfis falsos e os valores contratados. O conteúdo, de modo geral, trata-se de ofensas e ataques diretos a políticos.
O senador e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), que estava presente com os advogados para apresentar o pedido a Nunes Marques, disse que em vários momentos a direita é acusada de “proselitismo negativo nas redes”, mas que agora “parece que está acontecendo justamente o contrário”. Para ele, esse tipo de “desqualificação política” é uma afronta à democracia.
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