Justiça

PGR defende manutenção da prisão de Braga Netto 

Paulo Gonet afirma que liberdade do militar traria perigo de nova obstrução; decisão cabe a Alexandre de Moraes

PGR defende manutenção da prisão de Braga Netto 
PGR defende manutenção da prisão de Braga Netto 
Braga Netto foi um dos principais aliados de Bolsonaro no período em que o ex-capitão esteve na Presidência, e concorreu como vice na chapa em 2022 – Foto: Marcos Corrêa/PR
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A Procuradoria-Geral da República manifestou-se, nesta terça-feira 20, contra o pedido de liberdade apresentado pela defesa do general Walter Braga Netto (PL), preso desde dezembro de 2024. 

Em parecer encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral Paulo Gonet defende a manutenção da prisão preventiva, apontando riscos à condução da ação que investiga a tentativa de golpe de Estado.

Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente em 2022 com Jair Bolsonaro (PL) e ex-ministro da Defesa, responde por suspeitas de envolvimento na trama para impedir a posse do presidente Lula (PT). Ele também é investigado por suposta tentativa de interferência na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e por financiar ações de militares no plano de golpe.

Para Gonet, os elementos reunidos até agora revelam um papel de destaque do general na estrutura do grupo que tentava a ruptura institucional. “A gravidade concreta dos delitos, a lesividade das condutas e os perigos de reiteração delitiva e de obstáculo à instrução criminal são motivos suficientes a evidenciar a contemporaneidade e justificar a manutenção da custódia cautelar”, escreveu.

O parecer ainda sustenta que a formalização da denúncia – já aceita pela Primeira Turma do STF, tornando Braga Netto réu – não elimina o risco de que ele interfira na coleta de provas ou influencie testemunhas. “O oferecimento de denúncia não afasta automaticamente o perigo de interferência indevida na instrução criminal, que sequer foi iniciada e cujo curso regular deve ser resguardado até a sua conclusão”, afirmou Gonet.

A decisão sobre o pedido caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes. Caso a solicitação seja negada, a defesa poderá apresentar recurso à Primeira Turma do Supremo.

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