PF realiza busca e apreensão em investigação sobre fake news contra STF

A investigação trata de ameaças, ofensas e fake news disseminadas contra integrantes da Corte e seus familiares

O ministro Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF)

O ministro Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF)

Justiça

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira 27, mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fake news contra a corte. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação.

Os agentes realizam 29 buscas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.  A investigação foi aberta no dia 14 de março de 2019, por portaria assinada pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, e trata de ameaças, ofensas e fake news disseminadas contra integrantes da Corte e seus familiares.

O Supremo diz que o regimento da Corte permite a abertura de investigações para apurar crimes cometidos dentro da instituição – no caso, os ministros são a instituição em qualquer lugar que estejam, defende o STF.

Em Brasília, os deputados federais Bia Kicis, Carla Zambelli, Daniel Silveira, Filipe Barros, Cabo Junior do Amaral e Luiz Philippe de Orleans e Bragança estão na lista dos investigados. Os parlamentares não fizeram parte da busca e apreensão, mas foram intimados a prestar depoimento em até 10 dias.

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e novo aliado do presidente Jair Bolsonaro, teve seus computadores apreendidos pela PF.  Jefferson preside um dos partidos do centrão e passou a defender efusivamente Bolsonaro nos últimos tempos.

Em São Paulo, os deputados estaduais Douglas Garcia (PSL) e Gil Diniz (PSL) estão na lista de busca e apreensão, ambos apoiadores do presidente. Empresários também farão parte da investigação. É o caso de Luciano Hang, proprietário da Havan e apoiador de Jair Boslonaro.

 

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