Justiça
PF conclui investigação sobre a morte do ‘Sicário’ de Vorcaro
Segundo a corporação, a causa da morte foi asfixia, decorrente de uma tentativa de suicídio que evoluiu para morte encefálica
A Polícia Federal concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro. Ele atentou contra a própria vida em uma cela da Superintendência da corporação em Minas Gerais, foi socorrido e levado a um hospital de Belo Horizonte, mas não resistiu.
O episódio ocorreu horas após a prisão dele no bojo do inquérito sobre as fraudes financeiras do Banco Master.
De acordo com o inquérito, a causa da morte foi asfixia, decorrente de uma tentativa de suicídio que evoluiu para morte encefálica. A investigação também descartou o uso prévio de drogas ilícitas, após análise pericial. O relatório da apuração foi entregue pessoalmente ao ministro André Mendonça, relator das apurações sobre o Master no Supremo Tribunal Federal.
Os investigadores da PF apontam Luiz Phillipi comandava uma estrutura informal chamada “A Turma”, utilizada para realizar atividades de vigilância, obtenção de informações e monitoramento de pessoas ligadas às investigações ou críticas ao grupo. A suspeita é que ele recebia 1 milhão de reais por mês para prestar serviços ilícitos.
O relatório que embasou a operação contra Sicário e Vorcaro apontou que o agente realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, utilizando credenciais de terceiros para acessar bases de dados ligadas a instituições de segurança e investigação. Houve acessos indevidos a sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal e até a bases internacionais.
Phillipi já respondia, desde 2021, na Justiça de Minas Gerais por possível prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contra a economia popular.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Mourão exercia uma função de chefia nos crimes praticados pela organização criminosa no âmbito de uma sociedade com Bruno Correa Lopes.
A madrasta de Lopes, a mãe e a irmã de Mourão também são investigadas no caso. O esquema envolvia atrair investimentos de pessoas mediante processos fraudulentos ou especulações, prejudicando o patrimônio de diversos investidores que acreditavam ter realizado aportes legítimos. Um relatório de inteligência apontou que Luiz Phillipi teve uma movimentação financeira atípica de 1,6 milhão de reais entre outubro de 2015 e junho de 2016, montante que seria fruto de empréstimos ilegais.
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