Justiça

‘Para tirar as dores dos pais, me condenem’, diz réu da Boate Kiss

Bonilha disse que atuou em cerca de 14 shows com a banda e que em nove deles foram utilizados artefatos pirotécnicos

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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Nos dias finais do julgamento do incêndio na Boate Kiss, o ex-produtor musical da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha, em seu depoimento na manhã desta quinta-feira 9, pediu aos jurados para ser condenado. 

O júri popular, realizado em Porto Alegre por determinação judicial, já dura nove dias e deve por fim a espera de vítimas e familiares por um desfecho da tragédia que vitimou 242 pessoas e feriu outras 636. 

Bonilha foi o segundo réu, dos quatro acusados, a depor. “Não foi meu ato que causou tragédia, que tirou a vida desses jovens. Mesmo eu sabendo que sou inocente, para tirar as dores dos pais, me condenem”, disse Bonilha.

O ex-produtor confirmou que foi ele o responsável pela compra do artefato pirotécnico que deu início ao incêndio. Segundo ele, a compra teria sido um pedido de Danilo Jaques, sanfoneiro da banda e uma das vítimas fatais da tragédia. 

Bonilha também afirmou que a boate estava cheia no dia dos fatos e que os extintores de incêndio não funcionaram. 

“A história da boate Kiss é muito grande. Não posso vir aqui e lhe dizer que a boate não estava cheia, [pois] estava cheia sim. Os jovens não conseguiam deixar as garrafas nas mesas e ficavam com as garrafas no braço, era muito apertado.”

Nesta quarta-feira 8, o réu Elissandro Spohr, um dos sócios da boate, em seu depoimento, pediu para ser preso, pois estava “cansado”.

Carta Capital

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