Justiça

Os questionamentos à PF sobre possível prisão domiciliar para Bolsonaro

Uma possível sinalização positiva da PF, neste caso, significaria a conversão do cumprimento da pena na prisão para o regime domiciliar

Os questionamentos à PF sobre possível prisão domiciliar para Bolsonaro
Os questionamentos à PF sobre possível prisão domiciliar para Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após sair do hospital DF Star, em Brasília. Foto: Pablo Porciuncula/AFP
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Polícia Federal o questionário médico formulado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma das perguntas, os advogados questionam se o cumprimento da pena em regime domiciliar “é a melhor alternativa capaz de preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana do periciado”. 

A avaliação será responsabilidade de peritos da Polícia Federal, que irão responder as perguntas com base na avaliação médica que será feita por Cláudio Birolini. Uma sinalização positiva da PF, neste caso, pode fazer Moraes converter o cumprimento da pena de Bolsonaro para o regime domiciliar.

O questionário possui três eixos. No primeiro, a defesa se debruça em perguntas que buscam evidenciar a condição de saúde do ex-presidente, como, por exemplo, se o paciente apresenta quadro clínico de alta complexidade e risco aumentado de novas quedas.

No segundo eixo, os advogados questionam se a interação dos medicamentos que Bolsonaro toma podem resultar na alteração dos níveis de consciência e sonolência e se as quedas em idosos é causa de traumatismos significativos. Por fim, os advogados perguntam se as patologias do ex-presidente exigem tratamento contínuo, com monitoramento permanente e intervenções frequentes por tempo indeterminado.

A PF tem até o dia 25 de janeiro para enviar as respostas para Moraes. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar de Brasília, local conhecido como ‘Papudinha’. Antes, ele estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal.

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