Justiça

O que o STF deve julgar na 1ª sessão após o recesso de fim de ano

Há três itens na pauta da Corte para 5 de fevereiro. A decisão sobre a ordem de julgamentos cabe a Luís Roberto Barroso

O que o STF deve julgar na 1ª sessão após o recesso de fim de ano
O que o STF deve julgar na 1ª sessão após o recesso de fim de ano
Última sessão plenária do STF em 2024. Foto: Gustavo Moreno/STF
Apoie Siga-nos no

O Supremo Tribunal Federal promoverá em 3 de fevereiro a abertura oficial dos trabalhos em 2025, após o recesso. A primeira sessão ordinária, contudo, ocorrerá dois dias depois.

Há três itens na pauta para 5 de fevereiro. O primeiro se refere a um julgamento no qual a Corte havia formado maioria para proibir revistas íntimas vexatórias em presídios. O caso tem repercussão geral, o que significa que a conclusão do STF servirá de baliza para as instâncias inferiores da Justiça em processos semelhantes.

O placar era de 6 votos a 4 no plenário virtual, mas o ministro Alexandre de Moraes pediu destaque — ou seja, forçou a análise no plenário físico, em uma sessão presencial.

O pedido de destaque zera a contagem e apenas os votos de ministros aposentados permanecem – neste caso, o de Rosa Weber, que defendeu a inconstitucionalidade de revistas que promovam desnudamento ou inspeção de cavidades corporais dos visitantes.

A pauta do dia 5 também prevê o julgamento da chamada ADPF das Favelas, relacionada à letalidade policial no Rio de Janeiro. Na ação, protocolada em 2019 pelo PSB, o Supremo já determinou medidas para reduzir a letalidade em operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades da capital fluminense.

Em novembro, houve apenas a leitura do relatório, documento que resume o histórico da tramitação, e as sustentações orais das partes envolvidas. Nenhum ministro proferiu voto.

Por fim, consta da pauta uma ação de 2020 em que a Ordem dos Advogados do Brasil contesta portarias publicadas pelo então Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que anularam atos declaratórios de anistia política concedida a cabos da Aeronáutica afastados no início da ditadura militar.

O caso também entrou em julgamento no plenário virtual, mas o ministro Dias Toffoli pediu destaque em maio de 2022. A decisão sobre quando pautar cada julgamento é do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo