Justiça
MP relata ao STF tiros à curta distância e lesões atípicas em megaoperação no Rio
O relatório ainda confirmou que todos os mortos eram homens, na faixa etária entre 20 e 30 anos
O Ministério Público do Rio de Janeiro enviou nesta quarta-feira 12 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório parcial da investigação envolvendo a morte de 121 pessoas em uma operação policial contra a organização criminosa Comando Vermelho (CV) realizada no último dia 28.
O relatório apontou duas mortes que foram consideradas atípicas em operações desse nível. Um deles apresentou marcas de tiros à curta distância. O segundo corpo estava decapitado por instrumento cortante.
Os demais corpos estavam com lesões internas e externas, provocadas por tiros de fuzil. A maioria das lesões estava localizada na região do tórax e do abdômen, características de confrontos armados, segundo os promotores.
O relatório ainda confirmou que todos os mortos eram homens, na faixa etária entre 20 e 30 anos. Alguns acusados estavam usando roupas camufladas, botas operacionais, coletes com carregadores de munição e luvas táticas. Nos bolsos das roupas foram encontradas munições, celulares e “erva prensada”.
“A maioria dos corpos exibia múltiplas tatuagens, algumas sabidamente referentes a facções criminosas e ao extermínio de policiais”, acrescentou o relatório.
(Com informações da Agência Brasil).
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