Justiça
MP quer explicação de secretário de Nunes após rejeição a câmeras corporais na GCM
Orlando Morando alegou que o equipamento não se aplicaria à Guarda Civil Metropolitana por se tratar de uma guarda patrimonial
O Ministério Público de São Paulo solicitou esclarecimentos ao novo secretário de Segurança Urbana da capital paulista, Orlando Morando, após ele afirmar que rejeita o uso de câmeras corporais por agentes da Guarda Civil Metropolitana.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o secretário alegou que a adoção do equipamento não se aplicaria à GCM, por se tratar de uma guarda patrimonial, não de segurança. Morando disse ainda haver uma suposta “baixa letalidade da corporação”.
O ofício foi encaminhado ao secretário pelo Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial do MP-SP.
O promotor Daniel Magalhães questiona, entre outros pontos, se há uma decisão formalizada sobre a negativa do uso de câmeras pela GCM e se existe dotação orçamentária na pasta para adoção dos equipamentos, manutenção e nuvem para armazenamento.
Nesta terça-feira 21, o novo secretário, escolhido pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), se envolveu em uma nova polêmica ao sugerir que agentes da GCM matem criminosos quando estiverem em situação de confronto.
“Tenham a clareza de que, se num confronto com um criminoso, que chore a mãe do criminoso e nenhum parente de vocês”, disse o secretário, durante a formatura de 500 novos integrantes da força municipal. “Não fiquem acima da lei, mas não se sintam intimidados e abaixo dela.”
Por regra, agentes de segurança não podem disparar armas de fogo a não ser que estejam em situação de risco iminente à vida.
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