Justiça

MP gaúcho analisa mais de 200 denúncias de fura-filas na vacinação da Covid-19

Entre os alvos estão dentistas, farmacêuticos e enfermeiros que não atendem pacientes com Covid-19

Rio Grande do Sul recebeu doses da vacina de Oxford contra a Covid-19 em 24 de janeiro. Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Rio Grande do Sul recebeu doses da vacina de Oxford contra a Covid-19 em 24 de janeiro. Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Apoie Siga-nos no

O Ministério Público do Rio Grande do Sul afirmou que foram registradas mais de 200 denúncias de fura-filas na vacinação contra a Covid-19 no estado.

De acordo com o MP-RS, até as 16h da terça-feira 26, eram 117 queixas no Serviço de Informações e Atendimento ao Cidadão e 83 no sistema da Secretaria Estadual de Saúde, ao qual a instituição tem aceso. Em 24 horas, chegaram mais denúncias. A previsão é de que novos números sejam divulgados entre sexta-feira 29 e segunda-feira 1.

Entre os alvos das denúncias, estão dentistas, farmacêuticos e enfermeiros que não atendem pacientes com Covid-19 e. O MP diz que os casos ocorreram em diferentes cidades gaúchas.

Em nota, o Ministério Público estadual declarou que está estudando a melhor forma para acompanhar os casos e quais os fluxos devem ser adotados, considerando o imenso número de situações.

Nesta semana, o MP gaúcho lançou um formulário de denúncias de possíveis fura-filas da vacina. É preciso acessar o link e preencher nome, contato, o fato ocorrido, em que município e em que serviço o caso ocorreu. O nome do denunciante é resguardado. Após a denúncia, o MP-RS afirma que abrirá um processo de apuração.

Os fura-filas poderão responder por crime, improbidade administrativa ou sofrer ação de dano moral coletivo, tanto na esfera cível, como na criminal. A punição vale para quem tomar a vacina e não estiver em algum dos grupos de risco prioritários e também para quem autorizou a aplicação irregular.

Segundo a Secretaria de Saúde, nesta primeira fase da vacinação, serão imunizados parte dos trabalhadores da saúde; pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência (ILPIs); pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, residentes em residências inclusivas; e a população indígena.

Victor Ohana

Victor Ohana
Repórter do site de CartaCapital

Tags: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.