Justiça

MP de Contas pede intervenção federal na Enel após apagão prolongado em São Paulo

Órgão sugere o cancelamento da concessão da empresa caso irregularidades sejam comprovadas

MP de Contas pede intervenção federal na Enel após apagão prolongado em São Paulo
MP de Contas pede intervenção federal na Enel após apagão prolongado em São Paulo
Foto: Enel/Divulgação
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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a intervenção do governo federal na Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em São Paulo, devido à falha prolongada no serviço e à demora excessiva no restabelecimento da energia para os consumidores da capital paulista.

Segundo o subprocurador-geral Lucas Furtado, que assina a solicitação, a medida é necessária para garantir a adequação do serviço aos usuários, visto que a situação já se tornou um “verdadeiro escândalo”.

Se o TCU acatar o pedido, poderá recomendar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) edite um decreto de intervenção. A medida busca assegurar que a Enel cumpra com suas obrigações de serviço público. Caso sejam comprovadas irregularidades, Furtado sugere a extinção da concessão da empresa, que atende 8,2 milhões de clientes na região metropolitana de São Paulo.

Além da intervenção, o Ministério Público de Contas também recomendou que o TCU avalie, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as medidas já adotadas em relação à Enel. O órgão pediu que o Tribunal considere a possibilidade de declarar a empresa inidônea para licitar ou contratar com a administração pública.

A pressão sobre a Enel aumentou após o prolongado apagão que atingiu São Paulo na semana passada, com milhares de residências ainda sem energia. Embora a Enel tenha informado que o serviço foi normalizado na quinta-feira 17, cerca de 36 mil clientes permaneciam sem luz, um número considerado “dentro da normalidade”, segundo a empresa.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na quarta-feira 16 que o governo não pode intervir na Enel até que a Aneel conclua o devido processo administrativo. A decisão sobre aplicar novas multas ou revogar a concessão depende das investigações conduzidas pela agência reguladora.

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