Justiça

Moraes diz que visitas atestam boa saúde e nega prisão domiciliar a Bolsonaro

Atualmente, o ex-capitão cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha por liderar uma tentativa de golpe de Estado

Moraes diz que visitas atestam boa saúde e nega prisão domiciliar a Bolsonaro
Moraes diz que visitas atestam boa saúde e nega prisão domiciliar a Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Miguel Schincariol/AFP
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta segunda-feira 2 o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão em regime domiciliar.

Moraes, que é relator do caso na Corte, frisou que Bolsonaro tem recebido “grande quantidade de visita” de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas “comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”. 

Por fim, o ministro citou a tentativa de fuga, como fator de risco, quando Bolsonaro destruiu a tornozeleira eletrônica “por curiosidade”, conforme declarou à época.

Atualmente, o ex-capitão cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Os advogados de Bolsonaro haviam pedido a transferência no dia 11 de fevereiro, após a Polícia Federal publicar um laudo com a perícia médica sobre as condições de saúde do ex-presidente.

No documento, os peritos concluíram que Bolsonaro tem condições de cumprir pena no local em que se encontra, mas frisaram que qualquer ausência de atendimento médico previsto a ele pode resultar em morte.

A defesa solicitou ao Supremo, com base no laudo, que a forma do cumprimento da pena fosse reavaliada “com a concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário”.

No dia 20 de fevereiro, a Procuradoria-Geral da República se manifestou contrária à concessão da prisão domiciliar, citando que o documento da PF foi taxativo ao concluir as comorbidades de Bolsonaro “não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”.

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