Justiça
Moraes autoriza Polícia Civil a ouvir Bolsonaro sobre arma encontrada com militar em blitz
A oitiva deve ocorrer na próxima terça-feira 23 às 15h, na residência do ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta sexta-feira 19 que a Polícia Civil do Distrito Federal realize a oitiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima terça-feira 23 às 15h. O interrogatório deve ocorrer na residência do ex-capitão – local onde está custodiado.
A solicitação foi feita pela PC-DF após um policial militar distrital encontrar uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente no carro funcional de um servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Na ocasião, o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho foi parado pela blitz e informou que a pistola pertencia a Bolsonaro.
Em manifestação ao Supremo, os advogados do ex-capitão confirmaram a informação e disseram que a arma foi entregue ao sargento para “manutenção”, uma vez que o armamento apresentou um problema, tornando-o “inoperante”. A defesa sustentou ainda que ao deferir o pedido de prisão domiciliar, Moraes não proibiu Bolsonaro de ter a posse de arma em casa.
Na próxima semana, termina o prazo de três meses concedido para o cumprimento da domiciliar. Após o encerramento do período autorizado, Moraes deve analisar as circunstâncias da prisão e, caso conclua que Bolsonaro descumpriu as cautelares, poderá determinar o seu retorno para a Papudinha.
No despacho publicado nesta sexta, o ministro determinou também que a defesa informe, em 48 horas, se houve a contratação de profissional de saúde para acompanhamento do ex-presidente durante o período noturno, conforme solicitado e autorizado, bem como confirme a informação de que os agentes de segurança cedidos a Bolsonaro, em virtude de sua condição de ex-presidente, são diariamente dispensados no período noturno.
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