Justiça
Ministério Público cria equipe técnica para analisar megaoperação no Rio
O ministro Alexandre de Moraes havia solicitado as informações no âmbito da ‘ADPF das Favelas’ nesta segunda-feira 10
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou ao Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira 12, que criou uma equipe para realizar a análise técnica dos 121 mortos na Operação Contenção. O ministro Alexandre de Moraes havia solicitado as informações no âmbito da ‘ADPF das Favelas’ nesta segunda-feira 10.
O MPRJ informou que destinou uma equipe técnica para a realização do acompanhamento dos exames de necropsia nos 121 corpos, trabalho que foi conduzido até o dia 30 de outubro.
De acordo com o órgão, as atividades consistiram na coleta de materiais para exame de pólvora, exame de imagem para localização de eventuais projéteis alojados, documentação, coleta de material biológico, recomposição dos cadáveres e armazenamento em câmara frigorífica.
A equipe foi designada para verificar o cumprimento de protocolos e procedimentos técnicos do exame médico-legal, um tipo de perícia que fornece provas para identificar se houve alguma ação ilegal dos policiais e registro de imagens dos corpos e de identificação das lesões constatadas.
O órgão também informou que iniciou atividade de reconstrução dos corpos em modelos tridimensionais (3D) para analisar como se deu a megaoperação. A análise técnica está em fase de catalogação de imagens e desenvolvimento da reconstrução da ação policial. Os resultados serão enviados ao Supremo assim que a análise for concluída.
Mais de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar do Rio foram aos complexos de favelas da Penha e do Alemão, no último dia 28, em busca de líderes da facção Comando Vermelho (CV). No total, 121 mortes foram confirmadas: quatro policiais (dois civis e dois militares) e outras 117 pessoas apontadas como suspeitas.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



