Justiça

Mendonça diz que ministro do STF ‘não vive sem preocupações financeiras’

O salário-base de um magistrado da Corte é de 46.366,19 reais

Mendonça diz que ministro do STF ‘não vive sem preocupações financeiras’
Mendonça diz que ministro do STF ‘não vive sem preocupações financeiras’
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gustavo Moreno/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça afirmou que o salário de um magistrado não permite uma “vida sem preocupações financeiras”.

Em um seminário da Associação Nacional dos Magistrados Evangélicos (Anamel) em 21 de agosto, Mendonça disse que, embora a remuneração dos juízes esteja “muito acima” do que recebe a maioria dos brasileiros, os togados precisam controlar as despesas cotidianas.

O salário de um ministro do Supremo é de 46.366,19 reais. “Um ministro do tribunal, um juiz em geral, não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras. A gente tem que controlar a despesa no dia a dia”, disse Mendonça.

Ele também declarou que a remuneração não proporciona uma “vida nababesca”, mas reconheceu que os magistrados fazem parte de uma classe privilegiada. No mesmo evento, afirmou que os primeiros anos no cargo foram marcados por “infelicidade” e que, atualmente, o trabalho na Corte representa “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer coisa”.

“Não somos diferentes, não deixamos de ser humanos e temos, muitas das vezes, uma sobrecarga sobre-humana”, concluiu.

Mendonça foi indicado ao Supremo em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Na Corte, relata investigações rumorosas, a exemplo dos inquéritos sobre o filho do presidente Lula (PT), as fraudes do Banco Master e o esquema de descontos ilegais em benefícios do INSS.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo