Justiça

Mendonça dá 15 dias para Silvio Almeida se manifestar sobre denúncia de importunação sexual

A determinação foi publicada nesta segunda-feira 23; o caso tramita em sigilo

Mendonça dá 15 dias para Silvio Almeida se manifestar sobre denúncia de importunação sexual
Mendonça dá 15 dias para Silvio Almeida se manifestar sobre denúncia de importunação sexual
Sílvio Almeida Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, abiu nesta segunda-feira 23 o prazo de 15 dias para que a defesa do ex-ministro Silvio Almeida apresente seus argumentos em denúncia sobre importunação sexual contra Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. O caso está sob sigilo e a informação foi confirmada por CartaCapital.

Neste sábado 21, ao denunciar o ex-ministro, a PGR disse que há indícios que sustentam o relato da ministra. Entre os elementos considerados estão depoimentos colhidos durante a investigação, incluindo o de autoridades da Polícia Federal que relataram o estado emocional de Anielle após episódios descritos no caso.

Em setembro de 2024, Almeida foi alvo de denúncias de Anielle Franco. À época, o caso foi revelado pelo portal Metrópoles, e corroborado logo após pela ONG Me Too, que confirmou ter recebido relatos e acolhido as supostas vítimas do ex-ministro. Entre as vítimas, estaria Anielle.

Na mesma semana em que o caso veio à tona, o presidente Lula (PT) demitiu Almeida. Na ocasião, o Ministério dos Direitos Humanos, enquanto Almeida ainda era ministro, publicou uma nota afirmando que as denúncias contra o ministro seriam uma tentativa de interferência da ONG no processo de licitação para a gestão do Disque 100.

Já em novembro do ano passado, a Polícia Federal indiciou o ex-ministro em inquérito que foi enviado ao Supremo e distribuído a Mendonça.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo