Justiça

Maior mobilização indígena no País reúne mais de 6 mil manifestantes

Lideranças indígenas de 170 povos protestam em Brasília até o dia 28 contra o marco temporal

Indígenas protestam em Brasília contra agenda anti-indígena do governo Bolsonaro. Foto: Carl de Souza / AFP
Indígenas protestam em Brasília contra agenda anti-indígena do governo Bolsonaro. Foto: Carl de Souza / AFP
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Nesta quarta-feira 25, mais de 6 mil indígenas de 170 povos marcham em Brasília rumo ao Supremo Tribunal Federal, que analisa o caso de repercussão geral da Terra Indígena Ibirama-Laklanõ, que definirá a legalidade da tese do marco temporal.

A decisão servirá como diretriz para futuras disputas pela demarcação de território e pode afetar a homologação de mais de 303 Terras Indígenas.

A marcha, marcada para às 16h, será a primeira realizada após decisão da 14ª Vara Federal do Distrito Federal, que restringiu o uso de instrumentos tradicionais indígenas (como flechas e lanças) em manifestações fora da área destinada ao acampamento. A Polícia Militar estará autorizada a realizar ‘vistoria estritamente visual’ sobre o uso dos materiais.

Organizadores afirmam que o acampamento ‘Luta pela vida’, que acontece do dia 22 a 28 de agosto no Distrito Federal, é a maior mobilização indígena na história do Brasil. Os povos protestam pela garantia de seus direitos, contra o Marco Temporal e a agenda anti-indígena do governo Bolsonaro.

“Essa é a maior mobilização indígena desde a redemocratização do Brasil porque são as nossas vidas e a vida da humanidade que está em jogo no STF. E ninguém vai calar as nossas vozes. Estamos aqui para reafirmar ao mundo que o Brasil é Terra Indígena e que os povos apoiam o Supremo Tribunal Federal para que a Constituição seja respeitada”, afirma Sonia Guajajara, coordenadora executiva da Apib.

Aos gritos de “Fora Bolsonaro” e “seu destino é o Tribunal de Haia”, os manifestantes ergueram 1,3 mil faixas com os nomes de todas as Terras Indígenas do País pela defesa da demarcação e em referência à denúncia de genocídio, apresentada pela Articulação dos Povos Indígenas (APIB) ao Tribunal Penal Internacional no dia 9.

Na noite anterior, os manifestantes fizeram uma vigília em frente ao STF, momento em que acenderam a mensagem “Brasil Terra Indígena” para chamar a atenção dos Poderes sobre a proteção do território e pedir pela rejeição do Marco Temporal.

Confira algumas imagens da mobilização:

Caio César

Caio César
Estagiário de CartaCapital

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