Justiça
Lindbergh aciona o STF após Moro insinuar que vitória de Lula em 2022 foi ilegítima
O ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou no Supremo Tribunal Federal uma notícia de fato contra o senador Sérgio Moro (PL-PR) por ter insinuado que a vitória de Lula (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) em 2022 não teria sido legítima.
“A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento”, alegou Moro. A declaração ocorreu na cerimônia de filiação do ex-juiz da Lava Jato ao PL, nesta terça-feira 24.
Segundo Lindbergh, a alegação reproduz suspeitas sobre a lisura das eleições, ativa a alegação de fraude e, de maneira deliberada, corrói a confiança pública nas instituições. “A insistência em desacreditar o pleito de 2022 possui dimensão prospectiva e não se limita a revisitar o passado. Ela produz efeitos sobre o presente e prepara terreno para o futuro, ao manter em circulação o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional.”
No documento enviado ao Supremo, o deputado petista pede a adoção de providências pelo Tribunal Superior Eleitoral, pela Advocacia-Geral da União e pelo próprio STF.
A ação foi ajuizada no âmbito do Inquérito das Milícias Digitais. No entendimento de Lindbergh, a insinuação de Moro tem “a mesma lógica material de ataque às instituições”. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.
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