Justiça
Justiça mantém condenação de Paulo Cupertino, mas reduz pena de 98 para 90 anos de prisão
O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a sentença contra Cupertino
A Justiça de São Paulo decidiu manter a condenação de Paulo Cupertino Matias pela morte do ator Rafael Miguel e de seus pais, mas reduziu sua pena de 98 para 90 anos de prisão. A decisão foi tomada pela 10ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP na última segunda-feira 23, durante análise de um recurso apresentado pela defesa de Cupertino para anular o júri que o sentenciou.
O ator, que interpretou “Paçoca” em Chiquititas, namorava a filha de Cupertino, Isabela Tibcherani. O crime teria sido motivado pelo inconformismo com o relacionamento. Rafael tinha 22 anos e estava na companhia do pai, João Alcisio Miguel, de 52, e da mãe, Miriam Selma Miguel, de 50, quando foi morto. O crime ocorreu em 2019, em um bairro da zona sul da capital paulista.
A condenação, no entanto, veio no ano passado. Cupertino está preso desde maio de 2022, quando foi encontrado por policiais escondido em um hotel em Interlagos, na mesma região do crime. Acusados de ajudarem na fuga do amigo, Wanderley Senhora e Eduardo José Machado foram absolvidos.
Ao analisar o recurso, o colegiado do TJ paulista seguiu o entendimento da desembargadora Rachid Vaz de Almeida, relatora do caso, e readequaram a sentença para 90 anos, com 30 anos para cada um dos três homicídios, limite máximo previsto por morte.
Para os magistrados, Cupertino praticou três ações distintas, ao apontar a arma de fogo contra cada uma das vítimas e efetuar os disparos. Eles, contudo, afastaram a hipótese de anulação do júri e mantiveram o regime fechado para cumprimento da pena.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


