Justiça
Justiça mantém a prisão de Vorcaro e Zettel em audiência de custódia
A prisão ocorreu na nova fase da Compliance Zero, que apura o esquema de fraudes financeiras capitaneado pelo Master
A Justiça Federal de São Paulo manteve nesta quarta-feira 4 a prisão preventiva do ex-CEO do Banco Master Daniel Vorcaro e de seu cunhado, o empresário Fabiano Zettel. As audiências de custódia estão previstas na legislação brasileira e devem ocorrer em até 24 horas após a prisão.
Vorcaro e Zettel foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória II, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. A Polícia Federal prendeu os dois na manhã desta quarta, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
A prisão ocorreu no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero, que apura o esquema de fraudes financeiras capitaneado pelo Master. As investigações também apontam indícios da ação de uma organização criminosa voltada a proteger os interesses econômicos do banqueiro.
A nova etapa da operação da PF identificou que Vorcaro trocou informações com integrantes do Banco Central responsáveis pela supervisão das atividades do Master. O banqueiro também é apontado como o responsável por um esquema de monitoramento e ameaça a desafetos — ele teria montado uma espécie de milícia, com a participação de um policial aposentado, para intimidar empresários, ex-funcionários e jornalistas.
Mendonça destacou que a liberdade dos alvos comprometeria “a efetividade da investigação e a confiança social na Justiça penal”. Para ele, “permitir que permaneçam em liberdade significa manter em funcionamento uma organização criminosa que já produziu danos bilionários à sociedade”.
Vorcaro já havia sido detido em novembro de 2025, horas após o Banco Central liquidar extrajudicialmente o Master. Ele ficou 11 dias detido e foi solto com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


