Justiça

Justiça manda União pagar indenização de R$ 400 mil a Dilma por perseguição na ditadura

A ex-presidenta também terá direito a uma reparação mensal por ter sido afastada do trabalho pelos militares

Justiça manda União pagar indenização de R$ 400 mil a Dilma por perseguição na ditadura
Justiça manda União pagar indenização de R$ 400 mil a Dilma por perseguição na ditadura
A ex-presidenta Dilma Rousseff, atual chefe do Banco dos Brics. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região reconheceu o direito da ex-presidenta Dilma Rousseff a receber uma reparação mensal devido às violências sofridas durante a ditadura. Na mesma sentença, a Corte determinou o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de 400 mil reais por perseguição dos militares.

A decisão da 6º Turma do TRF-1 é do dia 16 de dezembro e foi publicada na última quinta-feira 18. O despacho é assinado pelo pelo desembargador federal João Carlos Mayer Soares e teve concordância de todos os membros da Turma.

A sentença proferida pelo desembargador atende recursos impetrados por Dilma e pela União contra uma outra decisão, que havia reconhecido a condição de anistiada política, mas negado a reparação mensal.

“A pretensão de reconhecimento da condição de anistiado político não se confunde com a discussão relativa à revisão dos efeitos patrimoniais dela decorrentes”, registrou o magistrado. A decisão concedeu à ex-presidenta o direito a uma reparação mensal pelo entendimento de que, à época das violações, Dilma mantinha vínculo trabalhista quando foi afastada por motivação exclusivamente política.

“Não é possível considerar a reintegração ao emprego como uma indenização”, registrou o desembargador no acórdão. Ele explicou que a indenização decorre de uma necessidade de reparar prejuízos, enquanto a reintegração é a volta do servidor ao serviço público para receber remuneração em troca de seu trabalho.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo