Justiça

Justiça do DF manda deputado do PL apagar vídeo em que associa, sem provas, o PT ao tráfico

A defesa de Bilynskyj tem 15 dias para se manifestar e, além disso, pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal

Justiça do DF manda deputado do PL apagar vídeo em que associa, sem provas, o PT ao tráfico
Justiça do DF manda deputado do PL apagar vídeo em que associa, sem provas, o PT ao tráfico
Paulo Bilynskyj (PL-SP) relatou nova proposta que tenta reduzir barreiras para a compra de armas de fogo. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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O juiz Carlos Eduardo Batista dos Santos, da 2ª Vara Cível de Brasília, acolheu um pedido do Partido dos Trabalhadores e determinou que o Instagram retire do ar um vídeo do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). Na publicação, o parlamentar associa, sem provas, o PT ao narcotráfico.

“O Maduro foi preso por liderar um cartel de narcotráfico e quem que ele financia? O narcotráfico da América Latina financia a esquerda da América Latina, incluindo o PT e o Lula”, diz o deputado na gravação. “Agora que o Maduro ‘tá em cana’, deve ‘caguetar’ a participação do PT no narcotráfico do Brasil e do mundo”, insiste o parlamentar.

A associação do partido ao crime também foi feita pelo bolsonarista na legenda do vídeo, em que escreveu que “o narcotráfico da América Latina financia o PT” e que, por isso, o presidente Lula teria que ser preso.

Na denúncia levada ao tribunal de Brasília, o PT alegou que o deputado realiza “campanha sistemática de desinformação” e que a publicação imputou falsamente o vínculo com organizações criminosas. Além disso, ressaltou que a publicação teve um alto alcance de visualizações e interações, o que amplia os efeitos da ofensa alegada no vídeo.

Em sua decisão, o juiz alertou para as diferenças entre uma manifestação que representa uma simples opinião daquelas que representaram “incitação a condutas violentas ou direta ofensa a direitos da personalidade, condutas civilmente ilícitas”. Para Santos, mesmo que o debate político seja um espaço natural para o embate de ideias, a imputação de crimes, sem provas, “ultrapassa o campo da crítica legítima e ingressa na esfera do ilícito civil”.

A defesa do deputado tem 15 dias para se manifestar e, além disso, pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O vídeo, apesar da decisão, segue no ar. O deputado, convém ainda registrar, mantém uma série de outras publicações em que faz a mesma associação, entre o partido e organizações criminosas.

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