Justiça
Justiça determina que homem que matou gari em MG vá a júri popular
A juíza responsável pela decisão considerou haver provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para o caso
A Justiça de Minas Gerais determinou que Renê da Silva Nogueira Junior, o homem suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, em setembro do ano passado, vá a júri popular. A decisão é desta quarta-feira 28.
Ao proferir a decisão, a juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, considerou haver provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para o caso ser analisado pelo Conselho de Sentença.
A magistrada ainda manteve as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, destacando a “frieza da conduta” e a “completa indiferença” demonstrada pelo acusado em relação à vida humana.
O réu também responderá pelos crimes conexos de ameaça contra a motorista do caminhão, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual, por tentar induzir a perícia a erro ao entregar uma arma diferente da utilizada no crime. A decisão está sujeita a recurso.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, o empresário saiu de casa no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, Minas Gerais, com destino ao local de trabalho, em Betim (MG), com uma pistola semiautomática da marca ‘Glock’ dentro do carro. Ao atingir o cruzamento das ruas Modestina de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre, na região oeste da capital mineira, o homem se irritou com a retenção do trânsito devido à coleta de lixo urbano que se realizava naquele momento.
Mesmo com a indicação dos trabalhadores da coleta de lixo de que era possível passar com o carro, o denunciado, exaltado, apontou a arma em direção à motorista do caminhão de limpeza urbana e a ameaçou. Ainda segundo a denúncia, inconformado com a lentidão do trânsito e “evidenciando o seu notório desprezo pelos trabalhadores”, o denunciado fez um disparo que atingiu o gari Laudemir na região abdominal.
A vítima chegou a ser socorrida, mas deu entrada no atendimento médico já sem vida. O empresário foi localizado e preso horas depois do crime em uma academia da região Oeste de BH.
O órgão ainda afirma que o denunciado pediu à esposa, delegada de polícia, que entregasse outra arma, uma não usada no crime, de modo a induzir ao erro a perícia oficial.
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