Justiça decreta prisão de militares que dispararam 80 tiros em família

Familiares das vítimas do fuzilamento denunciam que os militares continuaram atirando mesmo com sinais de que havia criança no carro

Evaldo Rosa dos Santos (Foto: Reprodução)

Evaldo Rosa dos Santos (Foto: Reprodução)

Justiça

A juíza Mariana Queiroz Aquino, da 1ª auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro, decretou prisão preventiva dos nove militares envolvidos na morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, cujo carro foi alvejado por 80 tiros de fuzil no domingo 7.

Participaram da audiência de custódia, a qual foi definida a prisão, o 2º tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo, o 3º sargento Fábio Henrique Souza Braz da Silva e os soldados Gabriel Christian Honorato, Matheus Santanna Claudino, Leonardo Delfino Costa, Marlos Conseição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Leonardo Oliveira de Souza, Gabriel da Silva de Barros Lins e Vitor Borges de Oliveira. O cabo Paulo Henrique Araújo Leite e o soldado Willian Patrick Pinto Nascimento não foram detidos em flagrante, mas também prestaram depoimento.

 

Os militares envolvidos na ação alegaram que reagiram a uma “injusta agressão”. O veículo dirigido por Evaldo teria sido “confundido” com outro, supostamente envolvido em um assalto. Familiares das vítimas do fuzilamento denunciam que os militares continuaram atirando mesmo com sinais de que havia uma criança no carro, atingiram outros civis que tentaram ajudar a família alvejada e, após, riram do ocorrido.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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