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Justiça condena Nego Di a 14 anos de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro

Esta é a segunda condenação do influenciador digital

Justiça condena Nego Di a 14 anos de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro
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Créditos: Reprodução Globo
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O humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, foram condenados pela Justiça do Rio Grande do Sul por estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e participação em esquema de rifas ilegais.

Conforme a sentença do juiz Ricardo Petry Andrade, Nego Di foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Gabriela recebeu pena de 8 anos e 4 meses, também em regime fechado. Ela foi considerada coautora por ceder contas bancárias e participar da movimentação financeira.

Segundo a decisão, entre novembro de 2022 e maio de 2024, Nego Di promoveu rifas eletrônicas sem autorização legal, alcançando milhares de pessoas pelas redes sociais. No caso mais relevante, a rifa de um Porsche foi considerada fraudulenta, com manipulação de resultados e criação de ganhador fictício, gerando prejuízo a mais de 9 mil vítimas e sem a entrega do prêmio, o que caracterizou o estelionato.

Os valores obtidos com as rifas fraudulentas, superiores a 2,5 milhões de reais, foram posteriormente ocultados em esquema de lavagem de dinheiro, com uso de contas de terceiros e empresas para dar aparência de legalidade aos recursos.

A Justiça ainda citou a utilização de um comprovante bancário adulterado para simular uma doação inexistente para os afetados pelas enchentes no estado. Em 7 de maio de 2024, durante as enchentes no Estado, o acusado divulgou comprovante de transferência de 1 milhão de reais para doações às vítimas, quando havia transferido apenas 100 reais.

Para o juiz, a conduta teve potencial de enganar a coletividade ao simular uma doação inexistente e foi utilizada para autopromoção e obtenção de vantagem indevida.

Esta é a segunda condenação do influenciador digital. Em junho de 2025, ele foi condenado a 11 anos de prisão por estelionato contra 16 pessoas da cidade de Canoas (RS). Desde novembro de 2024, o influenciador está em liberdade provisória.

Segundo o inquérito policial, os crimes foram praticados entre 18 de março e 26 de julho de 2021, quando ele uma loja virtual chamada Tadizuera. O estabelecimento vendia diversos produtos a preços abaixo do valor de mercado, sem ter condições de cumprir as ofertas. Os clientes não teriam recebido os itens comprados, nem o estorno dos valores pagos.

A investigação apontou que a companhia recebeu no período mais de 5 milhões de reais em créditos e registrou o mesmo valor em débitos, ‘pulverizando’ o dinheiro arrecadado com as vendas.

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