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Justiça condena mulher de 38 anos que fingiu ser adolescente

A sentença destacou que ela criou e sustentou uma identidade fictícia, chegando a apresentar explicações para afastar suspeitas sobre sua verdadeira idade

Justiça condena mulher de 38 anos que fingiu ser adolescente
Justiça condena mulher de 38 anos que fingiu ser adolescente
Amanda Maria Souza de Oliveira, condenada por fingir ser uma adolescente. Foto: Redes Sociais/Reprodução
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A Justiça de Santa Catarina condenou por estelionato e falsa identidade uma mulher de 38 anos que se passou por adolescente para ser acolhida por uma família de Joinville (SC). Amanda Maria Souza de Oliveira foi condenada a um ano, seis meses e 10 dias de reclusão e a quatro meses e 18 dias de detenção, em regime inicial semiaberto.

A sentença manteve a prisão preventiva e não concedeu o direito de recorrer em liberdade. O processo tramita em segredo de justiça.

Segundo os autos, ela criou uma identidade fictícia e, durante cerca de 14 meses de convivência, foi tratada como filha e recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados, até que a história foi descoberta.

De acordo com a sentença, a mulher inicialmente teria se apresentado como adulta e, posteriormente, passado a afirmar que era adolescente. Com a identidade falsa, ela se aproximou da família e relatou situações de vulnerabilidade, inclusive histórico de abusos, problemas de saúde e abandono familiar.

A sentença destacou que ela criou e sustentou uma identidade fictícia, adotou comportamentos compatíveis com uma criança ou adolescente e apresentou explicações para afastar suspeitas sobre sua verdadeira idade.

Ao analisar o caso, o juízo considerou demonstrados a materialidade, a autoria e o dolo em relação aos crimes de estelionato e falsa identidade, ao entender que a ré agiu de forma consciente para induzir e manter as vítimas em erro e obter benefícios materiais em razão da identidade fictícia criada e sustentada ao longo do tempo.

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