Justiça

Julgamento sobre ‘penduricalhos’ no STF ficará para março

Até lá, as decisões individuais seguem em vigor

Julgamento sobre ‘penduricalhos’ no STF ficará para março
Julgamento sobre ‘penduricalhos’ no STF ficará para março
Com decisão de Dino e Gilmar, o STF passou a mirar nos penduricalhos. Foto: Antonio Augusto/STF
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram adiar para 25 de março o julgamento sobre os chamados “penduricalhos” — verbas que, na prática, permitem a integrantes do serviço público ultrapassar o teto constitucional. A análise estava prevista para esta quinta-feira 26 e trataria de duas liminares concedidas por Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Até lá, as decisões individuais seguem em vigor.

No dia 5 de fevereiro, Dino suspendeu o pagamento dos chamados penduricalhos nos Três Poderes. Duas semanas depois, em 19 de fevereiro, proibiu a criação de novas leis que autorizem o pagamento de valores acima do teto constitucional, hoje fixado em 46 mil reais.

Já na terça-feira 24, o decano da Corte, Gilmar Mendes, determinou a suspensão de penduricalhos pagos a membros do Judiciário e do Ministério Público. A decisão estabelece que só podem ser mantidas verbas indenizatórias expressamente previstas em lei federal aprovada pelo Congresso Nacional — excluindo aquelas fundamentadas apenas em normas estaduais.

Gilmar fixou prazo de 45 dias para que os órgãos públicos divulguem, de forma detalhada, as verbas remuneratórias e indenizatórias pagas, indicando as bases legais que sustentam cada repasse. O ministro reforçou o entendimento de que apenas uma lei nacional pode disciplinar o tema.

Para encaminhar uma solução, foi criada uma comissão de caráter consultivo, com representantes dos Três Poderes, encarregada de elaborar uma proposta de regra transitória até que o Congresso aprove legislação definitiva sobre os supersalários.

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