Justiça
Juiz manda a União ampliar efetivo da PF e da Força Nacional para proteger indígenas no Paraná
Nas últimas semanas, ruralistas que reivindicam a posse das terras lançaram uma série de ataques aos indígenas do local
O juiz federal Pedro Pimenta Bossi, da da 3ª Vara Federal de Umuarama (PR), mandou a União ampliar, em caratér de urgência, os efetivos da Polícia Federal e da Força Nacional em Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná, para proteger indígenas Avá-Guarani que estão no centro de um conflito fundiário com ruralistas.
Os agentes deverão permanecer no local enquanto persistirem ameaças aos povos originários, realizando o patrulhamento preventivo e ostensivo da região com “uma força adequada e suficiente”. A decisão, assinada no domingo 5, também determina que a Polícia Militar reforce a segurança na área.
A ordem resulta de uma ação movida pelo Ministério Público Federal. Nas últimas semanas, ruralistas que reivindicam a posse das terras lançaram uma série de ataques aos indígenas do local. Quatro integrantes da comunidade foram baleados na última sexta-feira 3, o quarto atentado em sete dias.
“A presença policial na região, em maior escala, é indispensável para a pacificação da área situada em Guaíra, sobretudo considerando que o atual quadro fático tem favorecido a ocorrência de episódios sequenciais extremamente violentos e cruéis para com as comunidades tradicionais que lá habitam”, sustentou o juiz.
A disputa por terras na região é histórica, com indígenas reivindicando áreas devido ao alagamento causado pela construção da Usina de Itaipu, enquanto agricultores locais cobram direitos sobre essas terras.
Em resposta à tensão, o Ministério da Justiça autorizou, em novembro, a atuação da Força Nacional na região de conflito. Mas, segundo o Conselho Indigenista Missionário, há relatos de que os agentes não têm demonstrado interesse em conter a violência.
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