Justiça
Juiz condena 3 desmatadores da Amazônia a reflorestar 150 hectares devastados
Os proprietários de terra também terão de pagar multas por danos materiais e coletivos
A Justiça Federal condenou três desmatadores da Amazônia a reflorestarem um total de 150 hectares, além de pagar multas por danos materiais e danos morais coletivos.
A decisão, expedida pelo magistrado federal juiz Paulo César Moy Anaisse, atende a pedidos do Ministério Público Federal em dois casos distintos:
- um em Rondônia, no município de Candeias do Jamari, onde proprietários de terra desmataram ilegalmente 86 hectares;
- e outro em Apuí, no Amazonas, onde o desmatamento atingiu 64 hectares.
No caso da área devastada em Rondônia, o juiz determinou o pagamento de 923 mil reais por danos materiais e de 46 mil reais por danos morais coletivos. Já no Amazonas, as indenizações foram fixadas em 687 mil e 34 mil reais, respectivamente.
Os réus também estão proibidos de realizar financiamentos bancários, além de terem seus patrimônios bloqueados em valor suficiente para o pagamento das reparações.
A decisão ainda ordenou a imediata proibição de plantação, comércio de produtos agrícolas, madeiras ou atividades pastoris nas áreas desmatadas. Os órgãos ambientais e de controle agropecuário locais foram informados para garantir o cumprimento da decisão.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Atuação da GCM de São Paulo em crime de tráfico de drogas é legítima, decide STF
Por CartaCapital
Corregedor arquiva investigação contra juiz que soltou acusados presos com 420 quilos de droga
Por CartaCapital



